sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Grão de mostarda



Lembro como se fosse ontem..
andávamos por aí....
ás vezes embriagados..sentíamos algo inexplorado, coisa que pessoas levam anos para descobrir, mas sabíamos o que realmente era e como muitas das vezes nao tinha explicação
não trocavamos aqueles momentos por nada nada mesmo...Noites resumidas a álcool e risos
De fato isso se resumiu em nosso peito como rocha o tempo passa e as pessoas tb passam em nossas vidas...
mas o que elas deixam é uma lembrança não é físico tão pouco impuro..
é como fosse um grão de mostarda . Você já viu o tamanho de um grão de mostarda?
ela é a menor dentre todas as outras sementes que existem..!
A menor.. E como quando uma pessoa se vai...
Quando é sussurrado em seu ouvido akelas últimas palavras que faz com que seu corpo estremeça, e todas as suas moléculas do seu corpo dizem pra ela não ir..
Mas já é tarde... então vem akele Adeus...seguido de um ardor na sua alma como uma espada encravada em sua espinha
Quando essa Palavra entra no seu ser.. dentro de ti.. ela planta um grão de mostarda..
Pequena e insignificante grão de mostarda...minúscula.. e depois disso
Ela germina e a mostarda tem as suas raízes a mais fortes das hortaliças.. ela e seus ramos são as maiores dentre todas as outras árvores
Depois de cuidada seus ramos são enormes... belos
Assim depois de tempos, como aquele insignificante grão de mostarda passado um tempo ela cresce.. se fortalece....
Saudade é como um grão de mostarda...
Ela permanece dentro de nós, fica guardada, quieta só percebemos que ela está grande, quando tropeçamos em seus ramos, quando olhamos tudo o que passou por tudo o que passamos os momentos....aí vemos o tamanho que realmente era..
Aí percebemos que ela existe...
Ignorar esse grão, é a melhor demosntração de tolice de uma das vaidades humanas
Somos apenas um pálido ponto azul..suspenso num raio de sol
Tudo o que temos bens materiais, imóveis o que fazemos o que ignoramos vai passar
Mas o grão de mostarda, Muitos podem ignorar, mas ele está lá dentro de vc..
Insignificante e minúsculo grão de mostarda.






( Toni )

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Derrame uma lágrima


Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero, sabe muito bem que Ego nunca foi minha praia. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio. Se falarem mais de mim do que de Jesus, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : Ah, esse aí, Foi meu amigo! Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ? Sim? Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu se eu for para lá. . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele..

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Amigos..

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, das bebedeiras noite a dentro, das risadas, dos tombos. dos palavrões, das músicas tocadas e dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido...
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados Podemos nos telefonar..., um simples oi no msn e conversar algumas bobagens como:
- Lembra akele dia em que te levei pra casa ? Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai te doer tanto.. Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo..Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo, não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades..Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivesse morrido todo o meu amor... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

sábado, 2 de abril de 2011

Aqui está minha vida

Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.

Cecília Meireles